sábado, 18 de fevereiro de 2012
Vamos resgatar o Carnaval de Ipirá
A
maior festa polular de Ipirá, era o carnaval. A cidade recebia milhares
de foliões que vinham de todas as partes do país para se refugiarem na
belaza e tranquilidade de um carnaval típico do interior, onde se teve a
oportunidade de ver nas ruas de Ipirá, bloco formado por filhos da
terra que residem no Rio de Janeiro e de lá traziam suas fantasias e
desfilavam sua alegria no Bloco Ipi-Rio. Tinhamos também Rebu-TC e
tantos outros que independente dos trios desfilavam com alegria e
irreverência, sem contar com os bailes do Clube Caboronga, Ipiracy e
Mercado. Tudo isto acabou para dar lugar a micareta com alegação de se
trazer os grandes artistas da musica baiana. passou-se o tempo e tudo
não passou de utopia. Quem viu aqui Chiclete, Daniela Mercury etc...?
Porque não acontece um levante
popular com o objetivo de resgatar de volta o nosso carnaval, acabando
com este marasmo que se torna a cidade nestes quatro dias de festa.
Evitariamos a saida de muitas pessoas para Salvador e a cidade voltaria a
receber milhares de visitantes, gerando divisas para o município.
Diversas cidades do interior da Bahia realizam carnaval e conseguem bons
trios, bandas e artistas.
Vamos deixar de hipocrisia
política e vamos pensar mais no desenvolvimento de nossa terra. A cidade
de Ipirá tem tudo para se tornar um polo regional de Carnaval e São
João.
Carnaval da Bahia
A
praça Castro Alves não é mais do povo, pois os donos do poder separarão
com cordas os foliões, por onde anda as serpentinas? Os confetes? As
caretas ? Devem estar juntos com Dodô e Osmar olhando com incrédulos o
que transformou o Carnaval... Os espaços a cada dia são reduzidos,
mudaram o percurso como se fosse o martírio da transposição do Rio São
Francisco, acham-se soberanos...
Os desmandos, os transtornos são
esquecidos pelos políticos, pois em seus camarotes luxuosos tem uma
vista panorâmica da grande desigualdade social provocada por eles
mesmos, em uma busca continua para angariar mais lucros para seus
cofres. Até quando isso vai continuar? Serão necessárias mais quantas
greves para percebermos que todos os limites estão chegando ao máximo de
tolerância. E a qualidade musical? Hoje é uma avalanche de mediocridade
onde tudo se transforma em puro apelo sexual, mulheres são
desrespeitadas nos textos das “musicas”, os preconceitos são maquiados
excluindo de uma forma assustadora os gays,negros e pobres, a cada dia
os seres humanos estão criando uma comunidade para se proteger dos
nossos próprios irmãos, isso é desolador...
Quero a alegria de volta, quero o
lirismo e a ingenuidade das obras primas do carnaval, quero Cartola,
Braguinha, Pixinguinha, Noel Rosa, Marinês e Banda Reflexus, Morais
Moreira, Luis Caldas, Márcia Freire, Armandinho... Quero Chiclete,
Ivete, Margarete, Daniela, Aline Rosa menos comercial, vamos cortar as
cordas que separam o povão , vestir o branco da Paz dos Filhos de
Gandhi, incorporar a força guerreira do Ilê e trazermos de volta a
alegria contagiante do CARNAVAL.
Alberto Pires
Márcio Victor pede calma à PM após briga entre mulheres no circuito
O
clima do carnaval baiano tem sido um dos piores e provavelmente será um
dos mais violentos da história. Não se sabe ao certo o que tem levado a
explosão da violência, se o elevado consumo de álcool ou droga. O certo
é que o clima de intranquilidade dita a regra do jogo, para quem vai as
ruas em Salvador, como para quem fica em casa não só para quem vive na
capital como para quem se deslocou do interior e de outras partes do
país.
O mais preocupante disto, é que a
imprensa está sendo impedida de ter acesso as informações de
ocorrencias policiais, para que na quarta-feira de cinzas seja estampado
na mídia que o carnaval de Salvados foi um dos mais tranquilos dos
últimos anos, o que não condiz com a realidade.
O Circuito do Campo Grande que
sempre se destacou por ser um dos pontos mais tranquilos do carnaval
baiano, viveu nesta noite de sexta-feira, um dos momentos negros com
indices altos de violência.
No
cirquito Barra Ondina a situação é bem pior. Todo vestido de branco, o
cantor Márcio Victor, líder da banda Psirico, entrou no circuito
Barra-Ondina, em Salvador, levando foliões à loucura na noite desta
desta sexta-feira (17). O bloco Praficar arrastou uma multidão pelas
ruas em direção ao bairro de Ondina. Com tanta euforia, o folião pipoca
precisou ser contido em vários momentos para acabar com as brigas na
rua. Diante da situação, Márcio Victor pediu paciência à Polícia
Militar. "As mulheres estão brigando porque querem me pegar", tentou
descontrair.
Vamos pedir a Deus que proteja a
todos e que as autoridades baianas repensem melhor o planejamento
desta festa que tomou dimenções continentais.
Daniela encena ópera em tributo a Jorge Amado na Barra
Gabriela,
Tieta, Dona Flor, Vadinho, Pedro Arcanjo e Seu Nacib. Os personagens
dos romances do escritor Jorge Amado estiveram representados no trio
comandado pela cantora Daniela Mercury, em sua estreia no circuito
Dodô (Barra-Ondina), na noite desta sexta. Mais uma vez a cantora inovou
e juntou música e teatro para fazer uma homenagem ao escritor que, por
conta do seu centenário de nascimento, é o tema do Carnaval deste ano.
Ao longo do percurso, atores
como Luís Miranda, Ricardo Bittencourt e Giovanna Póvoas se revezaram na
encenação de trechos dos romances do escritor.
A anfitriã do trio levou a
homenagem também para o seu figurino. Ora ela apareceu caracterizada
como Dona Flor ora como Tieta do Agreste. “Viva a Bahia de Jorge. Viva
para todos vocês. Eu amo os romances desse escritor que tão bem
descreveu a nossa Bahia”, disse a cantora ao dar a largada para o início
do desfile a bordo de um trio independente, ou seja, sem cordas, para a
maior alegria dos fãs da rainha da axé music.
Além da caracterização dos
personagens que alegram a obra do escritor, a cantora homenageou Jorge
Amado com mais uma linguagem artística: a ópera. A bela voz de Virgina
Rodrigues entoou a “Ópera de Carnaval”, em mais uma boa surpresa que
agradou o público.
Samba - Homenageada pela escola
de samba carioca Portela, que este ano tem as festas populares da Bahia
como tema do seu desfile, Daniela Mercury decidiu antecipar a saída com o
trio independente, que estava marcada inicialmente para acontecer neste
sábado.
A cantora viaja para o Rio de
Janeiro onde será um dos destaques do desfile da Portela que acontece
amanhã. Um dos carros alegóricos da escola foi construído especialmente
para Daniela e será chamado de “O canto da cidade”, título de um dos
grandes sucessos da artista.
Mistura - Além da festa
comandada por Daniela Mercury, o início da noite na Barra viveu uma
mistura bem interessante com Aviões do Forró, que comandou o bloco
Fissura, e o DJ Bob Sinclar, que puxou o bloco Yes. O estudante Bruno
Salustiano conheceu a banda Aviões do Forró no Pré-Caju e virou fã. Ele e
a amiga Lorena Mary avaliam que a proximidade da banda cearense com os
artistas baianos cativa.
“Todo mundo sabe que Solange tem
proximidade com Ivete, é amiga dela, inclusive tocou vários sucessos
dela hoje”, diz Bruno. Lorena gosta da mistura de ritmos feita no bloco.
“Eles se preocupam em adaptar os sucessos da axé music para o ritmo do
forró e a gente se diverte”, diz .
Logo em seguida, o DJ francês
Bob Sinclar fez tremer o bloco Yes e a pipoca do circuito. Estrangeiros e
adolescentes formaram, basicamente, o público da atração. A estudante
Vanessa Magnavita reuniu a turma e foi curtir o som do artista europeu.
“Ele é bom, demais! Gosto de música eletrônica e é bom sair em um
bloco assim, para variar um pouco”, disse.
*Colaborou Juliana Brito
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Bell Marques puxa bloco Nana Banana sob sol forte em Salvador
O
cantor Bell Marques puxou o bloco Nana Banana na tarde ensolarada desta
sexta-feira (17), no Circuito Barra-Ondina, em Salvador. Ele apontou o
Trio Tiranossauro Rex na avenida Oceânica às 15h55h, cerca de 35 minutos
de atraso de acordo com a programação prevista pela organização da
folia momesca. "Hoje começa nosso carnaval. Hoje é sexta-feira, dia de
Oxalá. Tenho certeza que vai sair muito namoro no Nana, porque só tem
gente bonita aqui", disse Bell.
Uma boa sorte para os filhos que
seguem atrás do Nana com o bloco Cobra Coral. Obrigado Rafa e Pipo.
Todos os orixás estão aqui com a gente", disse Bell Marques.
Encontro de trios
"Foi
muito bonito, foi uma paz muito grande na avenida na quinta-feira",
afirmou Bell, sobre o encontro com o trio dos filhos na Praça Castro
Allves.terste ano, o Chiclete com Banana reviveu algo que não acontece
com o grupo há 25 anos. O trio de Bell tocou junto com o trio de seus
filhos dele, que fazem parte da banda Oito7Nove4.
Bell Marques disse ter ficado
muito emocionado, tremendo, por causa do encontro na Praça Castro Alves
com os filhos. “Foi uma emoção muito forte, porque foi a primeira vez
que eles tocaram para mim na Praça Castro Alves, que é o coração do
carnaval”, afirmou.
Glauco Araújo
Do G1 BA
Ficha Limpa valerá para as eleições de outubro, decide STF
O
Supremo Tribunal Federal (STF) declarou nesta ontem (16) a
constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, que valerá para as eleições
deste ano. O placar final foi 7 votos a 4 para uma das principais
inovações trazidas pela lei – a inelegibilidade a partir de decisão por
órgão colegiado. No entanto, como a lei traz várias inovações, o placar
não foi o mesmo para todos os pontos que acabaram mantidos pela maioria.
O resultado foi proclamado
depois de quase 11 horas de julgamento entre ontem e hoje. Celso de
Mello e Cezar Peluso foram os últimos ministros a votar. Eles
reafirmaram posição por uma interpretação mais restrita da lei. Um dos
principais pontos atacados por ambos foi a aplicação da Lei da Ficha
Limpa a casos que ocorreram antes que a lei foi criada. “A lei foi feita
para reger comportamentos futuros. Como ela está, é um confisco de
cidadania”, disse Peluso.
Os ministros que votaram a favor
da integralidade da lei foram Joaquim Barbosa, Rosa Weber, Cármen
Lúcia, Ricardo Lewandowski e Carlos Ayres Britto. Os outros ministros da
Corte foram mais ou menos resistentes à lei de acordo com a questão
levantada. Antonio Dias Toffoli, por exemplo, só foi contra a regra que
dá inelegibilidade por condenação criminal de órgão colegiado, aceitando
todo o resto da lei.
O julgamento de hoje dá a
palavra final do STF sobre a polêmica criada assim que a Lei da Ficha
Limpa entrou em vigor, em junho de 2010. O Supremo já havia debatido a
norma em outras ocasiões, mas apenas em questões pontuais de cada
candidato. Agora todos os pontos foram analisados com a Corte completa.
Confira os principais pontos definidos no julgamento e como os ministros se posicionaram:
O que o STF decidiu
Placar
Votos contra
A Lei da Ficha Limpa pode atingir fatos que ocorreram antes que ela entrasse em vigor
7x4
Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello, Cezar Peluso
A condenação criminal por órgão colegiado é suficiente para deixar alguém inelegível por oito anos
7x4
Antonio Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Cezar Peluso
Para os condenados, a inelegibilidade de oito anos deve começar a ser contada somente após o cumprimento da pena
6x5
Luiz Fux, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Celso de Mello, Cezar Peluso
A exclusão de registro
profissional por órgão competente, como a OAB e o CFM, motivada por
infração ético-profissional, é suficiente para deixar a pessoa
inelegível
9x2
Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
(Antonio Dias Toffoli e Celso de Mello entenderam que a regra é válida,
mas que é preciso esgotar os recursos cabíveis)
Ficam inelegíveis políticos que tiveram contas relativas a cargo público rejeitadas
11x0
(Alguns ministros fizeram observações que não mudariam a ideia principal do texto)
Quem renunciar para escapar de possível cassação fica inelegível
11x0
Agência Brasil
Bell Marques comanda chicleteiros em desfile sem cordas no Campo Grande
“Chicleteiro
eu, chicleteira ela”. Com este refrão, Bell Marques, da banda Chiclete
com Banana, iniciou o show que guiou uma multidão na abertura do
Carnaval no circuito Osmar (Campo Grande), na noite desta quinta, 16.
Após desejar “boa sorte” aos foliões, o líder da nação chicleteira
embalou jovens, adultos, idosos e até mulheres grávidas na descida da
avenida em direção à Praça Castro Alves onde tinha um encontro marcado
com a banda Oito7Nove4, formada por seus filhos Rafa e Pipo.
E o melhor é que tudo aconteceu
na versão paz e amor, sem brigas, como alguns foliões temiam, por conta
das músicas agitadas da banda. Chicleteiros – apelido mais utilizado
para a legião de fãs do Chiclete – se emocionaram com a volta do grupo
ao Campo Grande num trio sem cordas. Segundo o presidente do Conselho
Municipal do Carnaval, Fernando Bulhosa, a última vez que a banda saiu
com esse formato no circuito Osmar foi em 2006.
Comoção - A emoção de ver a
apresentação livre de Bell Marques e companhia comoveu a funcionária
pública da área de saúde Nilda Góes, 74 anos, que comparou a ocasião ao
um outro momento muito especial em sua vida.
“Estou sentindo o mesmo frio na
barriga que tive quando fui Rainha do Carnaval do bairro do Uruguai em
1958. O amor pelo Chiclete é inexplicável”.
Foi justamente esse amor que
uniu na noite desta quinta, 16, dezenas de gerações e culturas
diferentes. Um grupo de argentinos, por exemplo, pela primeira vez foi
conferir de perto como é acompanhar o Chiclete. "Já ouvíamos falar dessa
energia, mas viver isso vai ser bem diferente”, disse o argentino
Javier Zlatris.
Já para Maurício Reis, 12 anos,
ir atrás do trio de uma das bandas mais consagradas do Carnaval foi uma
mistura de aventura e alegria. “Toda minha família é chicleteira. Tinha
que ter esse amor também”, disse Maurício que é natural de Feira de
Santana.
A tia do adolescente, Cristiana
Reis, não escondia a felicidade de ver a família reunida no Carnaval de
Salvador. “Eu sempre acompanhava o Chiclete colada na corda, mas hoje
(ontem) vai ser bem diferente porque o show dele é para o povão. E estar
aqui com meus sobrinhos, irmã e cunhada é mais especial ainda”,
acrescentou.
Um grupo de amigos resolveu
curtir a festa com camisa padronizada e tudo. Além de moradores de
Salvador, veio gente do Espírito Santo para a folia em conjunto, como
Shelley Lucy Rodrigues. Há três anos ela vem à capital da Bahia para
curtir a banda.
“Sempre saímos
nos blocos pagos, mas essa ideia de sair sem cordas, além de ter sido
ótima para a alegria da galera, para nós significa mais um dia de
Chiclete”, disse.
Tranquilidade - A saída da banda
Chiclete com Banana sem cordas reforçou a vontade dos foliões de ver o
circuito Osmar voltar a ocupar a sua posição de principal circuito da
folia. “Esta ideia foi genial. Outros artistas deveriam fazer o mesmo,
afinal de contas o Carnaval começou aqui, no Campo Grande”, avaliou a
professora Cristiana Reis.
A mesma opinião tem o oficial
de justiça e chicleteiro de carteirinha, Mário Botelho, 28 anos. “Essa
iniciativa de trios sem cordas no Campo Grande é fantástica. As pessoas
que não têm condições de pagar os abadás desses grandes blocos precisam
dessa alegria. Isso é ótimo para a proposta de revitalização do
circuito”, destacou Botelho.
“A população soteropolitana
estava precisando desse presente. Acredito também que quando os artistas
fazem isso estão dizendo que respeitam o público baiano” analisou a
assistente de serviços gerais, Kátia Maria da Silva.
O que se viu na quinta no Campo
Grande, na avaliação dos foliões, é esperança para uma maior
democratização do Carnaval de Salvador. “Que isso vire uma tradição. Que
possamos curtir a festa e os artistas sem ter que pagar valores
caríssimos para uma festa que é na rua”, torce o folião Vanilton Castro
Lima.
Juliana Dias







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