domingo, 19 de fevereiro de 2012

Portal do Caboronga Notícias






sábado, 18 de fevereiro de 2012


Vamos resgatar o Carnaval de Ipirá

A maior festa polular de Ipirá, era o carnaval. A cidade recebia milhares de foliões que vinham de todas as partes do país para se refugiarem na belaza e tranquilidade de um carnaval típico do interior, onde se teve a oportunidade de ver nas ruas de Ipirá, bloco formado por filhos da terra que residem no Rio de Janeiro e de lá traziam suas fantasias e desfilavam sua alegria no Bloco Ipi-Rio. Tinhamos também Rebu-TC e tantos outros que independente dos trios desfilavam com alegria e irreverência, sem contar com os bailes do Clube Caboronga, Ipiracy e Mercado. Tudo isto acabou para dar lugar a micareta com alegação de se trazer os grandes artistas da musica baiana. passou-se o tempo e tudo não passou de utopia. Quem viu aqui Chiclete, Daniela Mercury etc...?

Porque não acontece um levante popular com o objetivo de resgatar de volta o nosso carnaval, acabando com este marasmo que se torna a cidade nestes quatro dias de festa. Evitariamos a saida de muitas pessoas para Salvador e a cidade voltaria a receber milhares de visitantes, gerando divisas para o município. Diversas cidades do interior da Bahia realizam carnaval e conseguem bons trios, bandas e artistas.

Vamos deixar de hipocrisia política e vamos pensar mais no desenvolvimento de nossa terra. A cidade de Ipirá tem tudo para se tornar um polo regional de Carnaval e São João.

Carnaval da Bahia

A praça Castro Alves não é mais do povo, pois os donos do poder separarão com cordas os foliões, por onde anda as serpentinas? Os confetes? As caretas ? Devem estar juntos com Dodô e Osmar olhando com incrédulos o que transformou o Carnaval... Os espaços a cada dia são reduzidos, mudaram o percurso como se fosse o martírio da transposição do Rio São Francisco, acham-se soberanos... 

Os desmandos, os transtornos são esquecidos pelos políticos, pois em seus camarotes luxuosos tem uma vista panorâmica da grande desigualdade social provocada por eles mesmos, em uma busca continua para angariar mais lucros para seus cofres. Até quando isso vai continuar? Serão necessárias mais quantas greves para percebermos que todos os limites estão chegando ao máximo de tolerância. E a qualidade musical? Hoje é uma avalanche de mediocridade onde tudo se transforma em puro apelo sexual, mulheres são desrespeitadas nos textos das “musicas”, os preconceitos são maquiados excluindo de uma forma assustadora os gays,negros e pobres, a cada dia os seres humanos estão criando uma comunidade para se proteger dos nossos próprios irmãos, isso é desolador...

Quero a alegria de volta, quero o lirismo e a ingenuidade das obras primas do carnaval, quero Cartola, Braguinha, Pixinguinha, Noel Rosa, Marinês e Banda Reflexus, Morais Moreira, Luis Caldas, Márcia Freire, Armandinho... Quero Chiclete, Ivete, Margarete, Daniela, Aline Rosa menos comercial, vamos cortar as cordas que separam o povão , vestir o branco da Paz dos Filhos de Gandhi, incorporar a força guerreira do Ilê e trazermos de volta a alegria contagiante do CARNAVAL. 

Alberto Pires

Márcio Victor pede calma à PM após briga entre mulheres no circuito

O clima do carnaval baiano tem sido um dos piores e provavelmente será um dos mais violentos da história. Não se sabe ao certo o que tem levado a explosão da violência, se o elevado consumo de álcool ou droga. O certo é que o clima de intranquilidade dita a regra do jogo, para quem vai as ruas em Salvador, como para quem fica em casa não só para quem vive na capital como para quem se deslocou do interior e de outras partes do país.

O mais preocupante disto, é que a imprensa está sendo impedida de ter acesso as informações de ocorrencias policiais, para que na quarta-feira de cinzas seja estampado na mídia que o carnaval de Salvados foi um dos mais tranquilos dos últimos anos, o que não condiz com a realidade.

O Circuito do Campo Grande que sempre se destacou por ser um dos pontos mais tranquilos do carnaval baiano, viveu nesta noite de sexta-feira, um dos momentos negros com indices altos de violência.

No cirquito Barra Ondina a situação é bem pior. Todo vestido de branco, o cantor Márcio Victor, líder da banda Psirico, entrou no circuito Barra-Ondina, em Salvador, levando foliões à loucura na noite desta desta sexta-feira (17). O bloco Praficar arrastou uma multidão pelas ruas em direção ao bairro de Ondina. Com tanta euforia, o folião pipoca precisou ser contido em vários momentos para acabar com as brigas na rua. Diante da situação, Márcio Victor pediu paciência à Polícia Militar. "As mulheres estão brigando porque querem me pegar", tentou descontrair.

Vamos pedir a Deus que proteja a todos e que as autoridades baianas repensem melhor o planejamento desta festa que tomou dimenções continentais.

Daniela encena ópera em tributo a Jorge Amado na Barra

Gabriela, Tieta, Dona Flor, Vadinho, Pedro Arcanjo e Seu Nacib. Os personagens dos romances do escritor Jorge Amado estiveram representados no trio comandado pela cantora Daniela Mercury, em sua estreia no circuito Dodô (Barra-Ondina), na noite desta sexta. Mais uma vez a cantora inovou e juntou música e teatro para fazer uma homenagem ao escritor que, por conta do seu centenário de nascimento, é o tema do Carnaval deste ano.

Ao longo do percurso, atores como Luís Miranda, Ricardo Bittencourt e Giovanna Póvoas se revezaram na encenação de trechos dos romances do escritor.

A anfitriã do trio levou a homenagem também para o seu figurino. Ora ela apareceu caracterizada como Dona Flor ora como Tieta do Agreste. “Viva a Bahia de Jorge. Viva para todos vocês. Eu amo os romances desse escritor que tão bem descreveu a nossa Bahia”, disse a cantora ao dar a largada para o início do desfile a bordo de um trio independente, ou seja, sem cordas, para a maior alegria dos fãs da rainha da axé music.

Além da caracterização dos personagens que alegram a obra do escritor, a cantora homenageou Jorge Amado com mais uma linguagem artística: a ópera. A bela voz de Virgina Rodrigues entoou a “Ópera de Carnaval”, em mais uma boa surpresa que agradou o público.

Samba - Homenageada pela escola de samba carioca Portela, que este ano tem as festas populares da Bahia como tema do seu desfile, Daniela Mercury decidiu antecipar a saída com o trio independente, que estava marcada inicialmente para acontecer neste sábado.

A cantora viaja para o Rio de Janeiro onde será um dos destaques do desfile da Portela que acontece amanhã. Um dos carros alegóricos da escola foi construído especialmente para Daniela e será chamado de “O canto da cidade”, título de um dos grandes sucessos da artista.

Mistura - Além da festa comandada por Daniela Mercury, o início da noite na Barra viveu uma mistura bem interessante com Aviões do Forró, que comandou o bloco Fissura, e o DJ Bob Sinclar, que puxou o bloco Yes. O estudante Bruno Salustiano conheceu a banda Aviões do Forró no Pré-Caju e virou fã. Ele e a amiga Lorena Mary avaliam que a proximidade da banda cearense com os artistas baianos cativa.

“Todo mundo sabe que Solange tem proximidade com Ivete, é amiga dela, inclusive tocou vários sucessos dela hoje”, diz Bruno. Lorena gosta da mistura de ritmos feita no bloco. “Eles se preocupam em adaptar os sucessos da axé music para o ritmo do forró e a gente se diverte”, diz .

Logo em seguida, o DJ francês Bob Sinclar fez tremer o bloco Yes e a pipoca do circuito. Estrangeiros e adolescentes formaram, basicamente, o público da atração. A estudante Vanessa Magnavita reuniu a turma e foi curtir o som do artista europeu. “Ele é bom, demais! Gosto de música eletrônica e é bom sair em um bloco assim, para variar um pouco”, disse.

*Colaborou Juliana Brito

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012


Bell Marques puxa bloco Nana Banana sob sol forte em Salvador

O cantor Bell Marques puxou o bloco Nana Banana na tarde ensolarada desta sexta-feira (17), no Circuito Barra-Ondina, em Salvador. Ele apontou o Trio Tiranossauro Rex na avenida Oceânica às 15h55h, cerca de 35 minutos de atraso de acordo com a programação prevista pela organização da folia momesca. "Hoje começa nosso carnaval. Hoje é sexta-feira, dia de Oxalá. Tenho certeza que vai sair muito namoro no Nana, porque só tem gente bonita aqui", disse Bell.

Uma boa sorte para os filhos que seguem atrás do Nana com o bloco Cobra Coral. Obrigado Rafa e Pipo. Todos os orixás estão aqui com a gente", disse Bell Marques.

Encontro de trios
"Foi muito bonito, foi uma paz muito grande na avenida na quinta-feira", afirmou Bell, sobre o encontro com o trio dos filhos na Praça Castro Allves.terste ano, o Chiclete com Banana reviveu algo que não acontece com o grupo há 25 anos. O trio de Bell tocou junto com o trio de seus filhos dele, que fazem parte da banda Oito7Nove4.

Bell Marques disse ter ficado muito emocionado, tremendo, por causa do encontro na Praça Castro Alves com os filhos. “Foi uma emoção muito forte, porque foi a primeira vez que eles tocaram para mim na Praça Castro Alves, que é o coração do carnaval”, afirmou.

Glauco Araújo
Do G1 BA

Ficha Limpa valerá para as eleições de outubro, decide STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou nesta ontem (16) a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, que valerá para as eleições deste ano. O placar final foi 7 votos a 4 para uma das principais inovações trazidas pela lei – a inelegibilidade a partir de decisão por órgão colegiado. No entanto, como a lei traz várias inovações, o placar não foi o mesmo para todos os pontos que acabaram mantidos pela maioria.

O resultado foi proclamado depois de quase 11 horas de julgamento entre ontem e hoje. Celso de Mello e Cezar Peluso foram os últimos ministros a votar. Eles reafirmaram posição por uma interpretação mais restrita da lei. Um dos principais pontos atacados por ambos foi a aplicação da Lei da Ficha Limpa a casos que ocorreram antes que a lei foi criada. “A lei foi feita para reger comportamentos futuros. Como ela está, é um confisco de cidadania”, disse Peluso.

Os ministros que votaram a favor da integralidade da lei foram Joaquim Barbosa, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Carlos Ayres Britto. Os outros ministros da Corte foram mais ou menos resistentes à lei de acordo com a questão levantada. Antonio Dias Toffoli, por exemplo, só foi contra a regra que dá inelegibilidade por condenação criminal de órgão colegiado, aceitando todo o resto da lei.

O julgamento de hoje dá a palavra final do STF sobre a polêmica criada assim que a Lei da Ficha Limpa entrou em vigor, em junho de 2010. O Supremo já havia debatido a norma em outras ocasiões, mas apenas em questões pontuais de cada candidato. Agora todos os pontos foram analisados com a Corte completa.

Confira os principais pontos definidos no julgamento e como os ministros se posicionaram:

O que o STF decidiu

Placar

Votos contra

A Lei da Ficha Limpa pode atingir fatos que ocorreram antes que ela entrasse em vigor

7x4

Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello, Cezar Peluso

A condenação criminal por órgão colegiado é suficiente para deixar alguém inelegível por oito anos

7x4

Antonio Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Cezar Peluso

Para os condenados, a inelegibilidade de oito anos deve começar a ser contada somente após o cumprimento da pena

6x5

Luiz Fux, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Celso de Mello, Cezar Peluso

A exclusão de registro profissional por órgão competente, como a OAB e o CFM, motivada por infração ético-profissional, é suficiente para deixar a pessoa inelegível

9x2

Gilmar Mendes e Cezar Peluso. (Antonio Dias Toffoli e Celso de Mello entenderam que a regra é válida, mas que é preciso esgotar os recursos cabíveis)

Ficam inelegíveis políticos que tiveram contas relativas a cargo público rejeitadas

11x0

(Alguns ministros fizeram observações que não mudariam a ideia principal do texto)

Quem renunciar para escapar de possível cassação fica inelegível

11x0

Agência Brasil

Bell Marques comanda chicleteiros em desfile sem cordas no Campo Grande

“Chicleteiro eu, chicleteira ela”. Com este refrão, Bell Marques, da banda Chiclete com Banana, iniciou o show que guiou uma multidão na abertura do Carnaval no circuito Osmar (Campo Grande), na noite desta quinta, 16. Após desejar “boa sorte” aos foliões, o líder da nação chicleteira embalou jovens, adultos, idosos e até mulheres grávidas na descida da avenida em direção à Praça Castro Alves onde tinha um encontro marcado com a banda Oito7Nove4, formada por seus filhos Rafa e Pipo.

E o melhor é que tudo aconteceu na versão paz e amor, sem brigas, como alguns foliões temiam, por conta das músicas agitadas da banda. Chicleteiros – apelido mais utilizado para a legião de fãs do Chiclete – se emocionaram com a volta do grupo ao Campo Grande num trio sem cordas. Segundo o presidente do Conselho Municipal do Carnaval, Fernando Bulhosa, a última vez que a banda saiu com esse formato no circuito Osmar foi em 2006.

Comoção - A emoção de ver a apresentação livre de Bell Marques e companhia comoveu a funcionária pública da área de saúde Nilda Góes, 74 anos, que comparou a ocasião ao um outro momento muito especial em sua vida.

“Estou sentindo o mesmo frio na barriga que tive quando fui Rainha do Carnaval do bairro do Uruguai em 1958. O amor pelo Chiclete é inexplicável”.

Foi justamente esse amor que uniu na noite desta quinta, 16, dezenas de gerações e culturas diferentes. Um grupo de argentinos, por exemplo, pela primeira vez foi conferir de perto como é acompanhar o Chiclete. "Já ouvíamos falar dessa energia, mas viver isso vai ser bem diferente”, disse o argentino Javier Zlatris.

Já para Maurício Reis, 12 anos, ir atrás do trio de uma das bandas mais consagradas do Carnaval foi uma mistura de aventura e alegria. “Toda minha família é chicleteira. Tinha que ter esse amor também”, disse Maurício que é natural de Feira de Santana.

A tia do adolescente, Cristiana Reis, não escondia a felicidade de ver a família reunida no Carnaval de Salvador. “Eu sempre acompanhava o Chiclete colada na corda, mas hoje (ontem) vai ser bem diferente porque o show dele é para o povão. E estar aqui com meus sobrinhos, irmã e cunhada é mais especial ainda”, acrescentou.

Um grupo de amigos resolveu curtir a festa com camisa padronizada e tudo. Além de moradores de Salvador, veio gente do Espírito Santo para a folia em conjunto, como Shelley Lucy Rodrigues. Há três anos ela vem à capital da Bahia para curtir a banda.
“Sempre saímos nos blocos pagos, mas essa ideia de sair sem cordas, além de ter sido ótima para a alegria da galera, para nós significa mais um dia de Chiclete”, disse.

Tranquilidade - A saída da banda Chiclete com Banana sem cordas reforçou a vontade dos foliões de ver o circuito Osmar voltar a ocupar a sua posição de principal circuito da folia. “Esta ideia foi genial. Outros artistas deveriam fazer o mesmo, afinal de contas o Carnaval começou aqui, no Campo Grande”, avaliou a professora Cristiana Reis.

A mesma opinião tem o oficial de justiça e chicleteiro de carteirinha, Mário Botelho, 28 anos. “Essa iniciativa de trios sem cordas no Campo Grande é fantástica. As pessoas que não têm condições de pagar os abadás desses grandes blocos precisam dessa alegria. Isso é ótimo para a proposta de revitalização do circuito”, destacou Botelho.

“A população soteropolitana estava precisando desse presente. Acredito também que quando os artistas fazem isso estão dizendo que respeitam o público baiano” analisou a assistente de serviços gerais, Kátia Maria da Silva.

O que se viu na quinta no Campo Grande, na avaliação dos foliões, é esperança para uma maior democratização do Carnaval de Salvador. “Que isso vire uma tradição. Que possamos curtir a festa e os artistas sem ter que pagar valores caríssimos para uma festa que é na rua”, torce o folião Vanilton Castro Lima.

Juliana Dias

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