Brasil |
|
| 25/02/2012 21:59 - por: Valter Vieira |
Crimes contra a administração pública representam o menor número de prisões no país |
![]()
Do total de 513.802 presos existentes no país, segundo a última contabilização realizada pelo DEPEN (Departamento Penitenciário Nacional) no final do primeiro semestre de 2011,44% (169.075 detentos) tratam-se de presos provisórios, ou seja, estão presos, mas ainda não foram condenados definitivamente.
Dentre todos os crimes cometidos e previstos no Código Penal, aqueles que ensejaram o menor número de presos foram os crimes contra administração pública, representando apenas0,2% dos delitos cometidos pelos homens e 0,5% dos perpetrados pelas mulheres.
Em seguida, vêm os delitos
praticados por particular contra a Administração Pública, que
representaram 0,3% dos delitos cometidos por homens e 0,6% dos cometidos
por mulheres.
Por outro lado, os crimes contra o patrimônio lideraram como os crimes que mais prendem no país, representando 69% dos crimes cometidos pelas mulheres e 72% dos cometidos pelos homens.
Observa-se,
portanto, o estado em que se encontra nosso Sistema Prisional, crimes
contra o patrimônio, muitas vezes cometidos sem violência ou grave
ameaça, são os que detêm o maior número de presos no país, submetendo-os
a condições verdadeiramente subumanas e degradantes.
Um exemplo de toda essa brutalidade foi a notícia publicada pelo jornal Folha de São Paulo (na
quinta-feira, 02 de fevereiro), no qual uma detenta acusada de furtar
xampus, bonecas e um chuveiro de uma loja de departamentos em São Paulo
foi presa preventivamente, grávida de sete meses, em uma penitenciária
junto com presas já condenadas. Quando precisou dar à luz, foi algemada
à cama do hospital logo após o parto.
Para
alterar toda essa realidade, faz-se necessário que se aja com mais
razoabilidade e proporcionalidade, não apenas quando da aplicação da
pena ao detento, mas também, e principalmente, quando da aplicação de
medidas que envolvam sua execução.
*LFG
– Jurista e cientista criminal. Fundador da Rede de Ensino LFG.
Diretor-presidente do Instituto de Pesquisa e Cultura Luiz Flávio Gomes.
Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e
Advogado (1999 a 2001). Acompanhe meu Blog. Siga-me no Twitter. Assine meu Facebook.
**Advogada e Pesquisadora do Instituto de Pesquisa e Cultura Luiz Flávio Gomes.
Informações por Diário de Notícias Daniele Barreto
|

Nenhum comentário:
Postar um comentário