Mulheres de Feira de Santana falam das dificuldades e avanços ao longo dos anos
Feirenses 'arretadas' de diversos segmentos estiveram no Acorda Cidade na manhã desta quinta-feira, para falar sobre carreira e a luta pela igualdade de gêneros no Brasil.
Foto: Roberta Costa / Acorda Cidade
Mulheres de Feira de Santana falam das dificuldades e avanços ao longo dos anos
Por esse motivo, na maioria dos países, a data é lembrada com a realização de debates, conferências e reuniões, que visam discutir o papel da mulher na sociedade atual.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva avisou: “As mulheres estão tomando conta de tudo”. E é verdade. Hoje elas ocupam cargos no governo, nas escolas, nos hospitais, na polícia. Feirenses “arretadas” de diversos segmentos estiveram no Acorda Cidade na manhã desta quinta-feira, para falar sobre carreira e a luta pela igualdade de gêneros no Brasil.
IVANNIDE SANTA BÁRBARA - Representante do Movimento Negro e do Movimento da Organização das Mulheres em Defesa da
Cidadania, ela disse que, desde 1857, “só ontem conseguimos aprovar um
Projeto de Lei que equipara o salário dos homens e das mulheres. Temos
que ter uma igualdade do olhar para a mulher, independente de cor. O
preconceito existe, principalmente em relação as mulheres negras.”
Ivannide acredita que, com a criação de uma Secretaria Municipal de
Políticas para as Mulheres, esse cenário pode ser modificado.
CONCEICÃO BORGES - Grande nome na luta pela mulher do
campo, Conceição Borges, ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores
Rurais de Feira de Santana, afirmou que a luta da mulher para garantir
seus direitos acontece durante o ano inteiro. “Nós, trabalhadoras do
campo, usamos o dia de hoje para agradecer o fato de sermos mulheres
livres e emancipadas. Claro que a luta continua, mas já conseguimos
muitos avanços”.
SARGENTA HELOÍZA - E o que falar de uma mulher na
Polícia Militar? Elas estão entrando para as corporações, ocupando
cargos antes apenas masculinos. “No início eu tinha preconceito, entrei
na PM por questões financeiras, para garantir estabilidade. Mas, hoje eu
realmente acredito na missão da polícia. Claro que a gente enfrenta
problemas, mas, me sinto orgulhosa de pertencer a corporação. Nunca
sofri preconceito, pelo contrário, os homens nos protegem. Acho que por
ser mulher, o lado protetor deles aflora”.
TENENTE BÁRBARA - “Ingressei no Colégio da Polícia
Militar e foi através dele que tive o primeiro contato com uma
corporação. Tenho 6 anos de formada. Já trabalhei na rua, mas agora
estou cumprindo tarefas administrativas. No começo você sente um pouco
de preconceito dos colegas e da própria comunidade, mas com o tempo,
isso passa”.
ANA RITA COSTA - Presidente da ONG Coletivo de
Mulheres, Ana Rita Costa, pede uma unidade nos serviços prestados a
mulher em Feira de Santana. “Nós possuímos uma rede fragmentada, não
temos o encaminhamento devido dos atendimentos. Se uma mulher chega no
hospital vítima de agressão, ela não é encaminhada para a Delegacia da
Mulher, por exemplo. E é importante lembrar que agressão não é só bater.
É maltratar, agir com negligência, usar filhos e documentos para que a
parceira continue dentro de casa”.
GRAÇA PIMENTA - A deputada estadual Graça Pimenta,
falou da força da mulher na política. “Lutamos muito e hoje estamos na
Assembleia Legislativa da Bahia, com a maior bancada feminina da
história. Somos 11 deputadas, lutando diariamente pelo povo baiano.”




























